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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

1355 - Morte de Inês de Castro



Razões de ordem política levam o rei D Afonso IV a mandar executar Inês de Castro, amante do seu filho D. Pedro. Esta cruel tarefa é levada a cabo, a 7 de Janeiro de 1355, por três elementos da nobreza: Álvaro Gonçalves, Diogo Lopes Pacheco e Pero Coelho. Aproveitando a ausência de D. Pedro numa caçada, dirigem-se ao Paço de Santa Clara, em Coimbra, onde a bela Inês se encontra “posta em sossego” e matam-na. Camões imortaliza, n'Os Lusíadas, os amores de Inês e D. Pedro, na estrofe CXX do Canto III:


"Estavas, linda Inês, posta em sossego,
de teus anos colhendo doce fruto,
Naquele engano de alma, ledo e cego,
Que a Fortuna não deixa durar muito,

Nos saudosos campos de Mondego,
De teus fermosos olhos nunca enxuto,
Aos montes ensinando e às ervinhas
O nome que no peito escrito tinhas."

sexta-feira, 25 de maio de 2012

VIRIATO


Viriato é citado por Diodoro ( XXXIII ) que diz que Viriato "nascera na Lusitânia, cerca do Oceano", talvez na região de Estremadura, entre o Tejo e o Douro, e, como pastor que era, filho da montanha, possivelmente oriundo da Serra da Estrela ( Mons Herminius ).Dizem os seus antigos biógrafos, como Orósio, Diodoro, Lívio e outros, que Viriato, na sua mocidade, apascentara rebanhos e fora caçador.

Em seguida fizera-se bandoleiro; depois, mais audaz que outros, foi capitão de ladrões de estrada, cujo bando praticava, simultaneamente com outros bandos semelhantes, frequentes assaltos, saqueando os povoados das regiões mais ricas das planícies do Sul; e finalmente, como chefe do exército lusitano, fora o terror dos Romanos.

Lucílio chamou-lhe o "Aníbal bárbaro", igualando o seu génio militar ao do grande general cartaginês. A sua estratégia foi a luta de guerrilhas muito popular com os guerreiros hispanos, mas usada por Viriato não já só para a defensiva, como também para o ataque.

O Aparecimento de Viriato

Viriato aparece na História, quando em 147 AC se opõe a rendição dos lusitanos a Caio Vetílio, que os tinha cercado no vale de Betis , na Turdetânia. Viriato lembra aos seus companheiro a traição anterior de Galba, em que mais de 30.000 lusitanos foram assassinados, homens, mulheres e crianças e outros foram vendidos como escravos nas Gálias.

Demonstrou-lhes que os romanos eram inimigos falsos, sem palavra e que já os haviam atraiçoado miseravelmente, conseguindo assim convencê-los, e é eleito chefe.

Derrota os romanos no desfiladeiro de Ronda, que separa a planície do Guadalquivir da costa marítima da Andaluzia, fazendo nas fileiras inimigas uma espantosa chacina, tendo sido morto o próprio Vetílio. Seguidamente os lusitanos destroçam as tropas de Cayo Pláucio, tomando Segóbriga e as de Cláudio Unimano, que em 146 AC era o governador da Hispânia Citerior. Em 145 AC os lusitanos voltam a derrotar as tropas romanas de Caio Nígidio.

Em 145 AC Quinto Fábio Máximo, irmão de Cipião "O Africano" é nomeado cônsul na Hispania Citerior e é encarregado da campanha contra Viriato ao comando de duas legiões. Ao princípio tem algum êxito mas Viriato recupera e em 143-142 AC volta a derrotar os romanos em Baecula e obriga-os a refugiar-se em Córdova.

Simultaneamente, seguindo o exemplo do chefe lusitano, as tribos celtibéricas revoltavam-se contra as prepotências romanas, acendendo uma luta que só terminaria em 133 AC com a queda de Numância.

Em 140 AC Viriato derrota o novo cônsul Fábio Máximo Servilliano, matando mais de 3.000 romanos, encurralando o inimigo e podendo destroçá-lo, mas deixou Servilliano libertar-se da posição desastrosa em que se encontrava, em troca de promessas e garantias de os Lusitanos conservarem o território que haviam conquistado. Em Roma esse tratado de paz foi depois considerado humilhante e vexatório e o Senado romano volta atrás, e declara-lhe guerra.

Viriato tinha agora um exército desfalcado e fatigado das lutas. Apagava-se a sua estrela. O novo governador Quinto Servílio Cipião reforçado com tropas de Popílio Lenas, dispunha de forças muito superiores. Viriato foi compelido a pedir a paz, tendo que entregar aos romanos os principais revoltosos. Enviou a Servílio três emissários, Audax, Ditalkon e Minuros, que Viriato considerava dos seus melhores amigos.

Viriato em 140 AC é assassinado por Audax, Ditalkon e Minuros

Estes foram subornados por Servílio que lhes prometeu honras e dinheiro em troca do assassinato do seu chefe. Estes assim procederam, e o glorioso caudilho foi por eles morto quando se encontrava a dormir na sua tenda.


quarta-feira, 9 de maio de 2012

TUTANKHAMON


Hoje o Google faz homenagem ao arqueólogo Howard Carter , que nasceu em Kensington, a 9 de Maio de 1874 e faleceu em Londres, a 2 de Março de 1939 Howard Carter foi um arqueólogo e egiptólogo britânico e é conhecido por ter descoberto o túmulo do faraó Tutankhamon no Vale dos Reis.

Tutankhamon foi um faraó do Antigo Egipto que faleceu ainda na adolescência.
Era filho e genro de Akhenaton (o faraó que instituiu o culto de Aton, o deus Sol) e filho de Kiya, uma esposa secundária do seu pai. Casou-se aos 10 anos, provavelmente com a sua meia-irmã, Ankhesenamon. Assumiu o trono quando tinha cerca de doze anos, restaurando os antigos cultos aos deuses e os privilégios do clero (principalmente o do deus Amon de Tebas). Morreu em 1324 a.C., aos dezanove anos, sem herdeiros - com apenas nove anos de trono - "o que levou especialistas a especularem sobre a hipótese de doenças hereditárias na família real da XVIII dinastia", na opinião de Zahi Hawass, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades do Egipto.

A 17 de Fevereiro de 2010, pesquisadores descobriram que o mais famoso faraó do Egipto antigo, Tutankhamon, morreu de malária. Uma pesquisa feita com tomografias computadorizadas e análises de DNA da múmia do faraó. O estudo revelou ainda que dias antes de morrer o faraó sofreu uma queda e fracturou a perna esquerda. De acordo com os pesquisadores, Tutankhamon tinha saúde frágil e uma rara doença que enfraquecia os ossos.
Devido ao fato de ter falecido tão novo, o seu túmulo não foi tão sumptuoso quanto o de outros faraós, mas mesmo assim é o que mais fascina a imaginação moderna pois foi uma das raras sepulturas reais encontradas quase intacta. Ao ser aberta, em 1922, ainda continha peças de ouro, tecidos, mobília, armas e textos sagrados que revelam muito sobre o Egipto de 3400 anos atrás.


quarta-feira, 7 de março de 2012

AS ESCOLAS CONDE FERREIRA

O Conde Ferreira foi um dos grandes impulsionadores da instrução pública em Portugal. Deixou um legado para a construção e mobília de 120 escolas primárias de ambos os sexos em terras que fossem cabeças de concelhos, todas com a mesma planta e com habitação para o professor, sendo depois de terminadas entregues às respectivas juntas de paróquia. O seu custo por unidade não deveria exceder 1 200$000. Essa vontade corresponde a uma verba do seu testamento em que sobre a construção das escolas, o conde de Ferreira escreveu:

"Convencido de que a instrução pública é um elemento essencial para o bem da Sociedade, quero que os meus testamenteiros mandem construir e mobilar cento e vinte casas para escolas primárias de ambos os sexos nas terras que forem cabeças de concelho sendo todas por uma mesma planta e com acomodação para vivenda do professor, não excedendo o custo de cada casa e mobília a quantia de 1200 reis e pronta que esteja cada casa não mandarão construir mais de duas casas em cada cabeça de concelho e preferirão aquelas terras que bem entenderem".

Em resultado do legado, o Governo português resolveu regulamentar a forma de atribuição aos municípios das correspondentes dotações, o que foi feito pelo decreto com força de lei de 21 de Julho de 1886, do Ministro e Secretário de Estado dos Negócios do Reino, João Baptista da Silva Ferrão de Carvalho Mártens, então responsável pelo sector da instrução pública. Por aquela lei fica estabelecido que para concorrer ao legado, as Câmaras Municipais ou Juntas de Paróquia deviam reunir as seguintes condições
A planta do edifício e do terreno onde houver de ser construído. O terreno não deve ter menos de 600 metros quadrados além da área que for ocupada pelo edifício.
O orçamento da obra projectada.
Cópia do orçamento geral ou suplementar devidamente aprovado, onde esteja votada uma verba não inferior a 400$000 réis para construção da escola pretendida.
Deliberação competentemente aprovada de como se obrigam a executar fielmente a planta no termo de um ano contado desde o dia em que for concedido o subsídio do governo.
Foram muitas as autarquias que concorreram e este foi o primeiro passo para o surgimento, em vários municípios, de norte a sul de Portugal, de edifícios com uma arquitectura simples, funcional e facilmente identificável. Hoje um marco na história da educação em Portugal, as designadas "Escolas Conde de Ferreira" tiveram uma enorme importância para a consolidação do ensino público. Das 120 escolas previstas no testamento do conde, foram construídas 91, das quais 21 foram, entretanto, demolidas. As restantes 70 continuam a funcionar para os mais diversos fins, desde ensino a serviços municipais, passando por sedes de juntas de freguesias, bibliotecas, museus municipais ou mesmo instalações de forças de segurança
A escola Conde Ferreira, seguindo um projecto apresentado em 1866, é encimada por um pequeno frontão, que lembra um campanário, apresentando-se como contraponto da igreja, com a qual procura concorrer, sendo um símbolo do positivismo nascente, aliado do progresso e da transformação social. O derramar da lux da instrução aparecia como o instrumento fundamental da erradicação das trevas da ignorância e da superstição, uma forma de moralizar e civilizar o povo. O novo templo dessa crença cívica era a escola.


ALGUMAS DAS ESCOLAS 

MEDA
MEDA

FAFE
MONTIJO

PAREDES

SANTA MARIA DA FEIRA

SETÚBAL


Joaquim Ferreira dos Santos nasceu no lugar de Vila Meã, actual lugar de Azevedo, na freguesia de Campanhã, arredores do Porto. Foi o quinto e último filho de João Ferreira dos Santos e de Ana Martins da Luz, um casal de lavradores proprietários pouco abastados com terras em Campanhã, então ainda uma típica freguesia rural do noroeste português.
Como era norma ao tempo, o casal destinava ao filho mais velho a gestão do património agrícola, pelo que os restantes irmãos teriam que encontrar outros meios de vida. O segundo irmão seguiu o sacerdócio, destino que também pretendiam para o filho mais novo. Com esse objectivo o jovem Joaquim Ferreira dos Santos estudou latim, lógica e retórica, mas concluindo que não tinha vocação para o sacerdócio, abandonou os estudos aos 14 anos de idade, empregando-se como caixeiro e manifestando vontade de ir para o Brasil e seguir a carreira comercial. Os conhecimentos que adquirira viriam a ser úteis, mais tarde, na sua carreira comercial.
Depois de um curto período como caixeiro no Porto, contrariando os pais, emigrou para o Brasil em 1800, levando consigo carta de recomendação dirigida a um parente que se encontrava estabelecido como comerciante no Rio de Janeiro. No Brasil, ajudado e protegido pelo seu parente, foi prosperando no negócio, dedicando-se ao comércio por consignação de produtos enviados do Porto.
Depois de ter estabelecido relações comerciais entre a sua casa e a praça de Buenos Aires, dirigiu as suas atenções para África, com o intuito de alargar as suas relações com essa parte do mundo, foi três vezes a Molumbo, Angola, onde criou várias feitorias e montou um lucrativo negócio negreiro, importando cerca de 10 mil escravos para o Brasil.
Em 1828 contribuiu com importantes donativos para os emigrados portugueses no Brasil, declarando-se partidário da causa política de D. Maria II, para a qual contribuiu com avultadas somas de dinheiro.
Casou no Rio de Janeiro com Severa Lastra, de nacionalidade argentina, de quem teve um filho, que morreu criança na mesma cidade.
Regressou e estabeleceu-se como grande capitalista e proprietário na cidade do Porto.
A rainha D. Maria II de Portugal agraciou Joaquim Ferreira dos Santos com o título de barão, por decreto de 7 de Outubro de 1842, de visconde, em 22 de Junho de 1843, e de conde de Ferreira, em 6 de Agosto de 1850, pelos serviços prestados ao País e ao Partido Constitucional.
Ingressou na política activa durante o cabralismo, sendo feito par do Reino por carta régia de  de Maio de 1842.
Foi também feito fidalgo cavaleiro da Casa Real, membro do conselho da rainha D. Maria II, comendador da Ordem de Cristo e recebeu a grã-cruz da Ordem de Isabel a Católica de Espanha.
Faleceu na cidade do Porto em 24 de Março de 1866, com 84 anos de idade, data que aparece inscrita sobre a porta das escolas financiadas pelo seu legado. Está sepultado num mausoléu no Cemitério de Agramonte, concluído em 1876, dez anos após o seu falecimento, obra do escultor António Soares dos Reis.
Na falta de descendência legítima e possuindo avultados rendimentos, deixou a sua fortuna a um grande conjunto de beneficiários, entre os quais muitos colaboradores, parentes e amigos, e instituições como a Santa Casa da Misericórdia do Porto e as Ordens Terceiras do Terço, Carmo, Trindade e São Francisco. Destinou ainda fundos para a construção de 120 escolas e um hospital para doentes mentais. Além de muitos donativos oferecidos a diversas instituições no Brasil, ainda conseguiu doar ao Estado Português 144 000$000 réis para construir 120 escolas, para cuja construção se seguiu uma planta única, pois era mais prático, económico e rápido. Foi o grande mecenas da instrução primária em Portugal, colocando como condição que as escolas a construir o fossem em sede de concelho e que tivessem aposentos para os professores residirem. Com o remanescente da sua herança foi fundado o Hospital Conde de Ferreira, no Porto, para doentes de foro psiquiátrico.

in "wikipédia"


sexta-feira, 2 de setembro de 2011

ÁTILA - O REI DOS HUNOS


O "flagelo de Deus", considerado o mais bárbaro de todos os bárbaros, devastou durante anos os territórios do decadente Império Romano. Dotado de grande intuição militar, Átila vangloriava-se: "A relva não volta a crescer onde pisa o meu cavalo." Não se conhece a data exacta do nascimento de Átila. Rei dos Hunos desde 434, junto com o irmão Bleda, a primeira acção que se conhece dele foi a assinatura, em Margus, de um tratado de paz com o Império Romano do Oriente.

Átila, o Huno (406–453), foi o último e mais poderoso rei dos hunos. Governou o maior império europeu de seu tempo desde 434 até sua morte. As suas possessões estendiam-se da Europa Central até ao Mar Negro, e desde o Danúbio até ao Báltico. Durante o seu reinado foi um dos maiores inimigos dos Impérios romanos Oriental e Ocidental: invadiu duas vezes os Balcãs, esteve a ponto de tomar a cidade de Roma e chegou a sitiar Constantinopla na segunda ocasião. Marchou através da França até chegar a Orleães, antes que o obrigassem a retroceder na batalha dos Campos Cataláunicos (Châlons-sur-Marne) e, em 452, conseguiu fazer o imperador Valentiniano III fugir de sua capital, Ravenna.

Ainda que o seu império tenha morrido com ele e não tenha deixado nenhuma herança notável, tornou-se uma figura lendária da história da Europa. Em grande parte da Europa Ocidental é lembrado como o paradigma da crueldade e da rapina. Alguns historiadores, por outro lado, retrataram-no como um rei grande e nobre, e três sagas escandinavas o incluem entre os seus personagens principais.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

MANUEL SOEIRO


"Manuel Soeiro principiou a sua carreira de futebolista no Luso do Barreiro de onde era natural, chegando então à Selecção Nacional, onde se estreou no dia 3 de Maio de 1932, num jogo disputado em Lisboa, em que Portugal derrotou a Jugoslávia por 3-2, com um golo seu.Transferiu-se para o Sporting em 1933, para logo se sagrar Campeão de Portugal, marcando os quatro golos com que os Leões derrotaram o Barreirense na final desse campeonato, naquela que foi a sua tarde de glória e que ficou para a história como o Poker de Soeiro.Tornou-se então num dos maiores goleadores de sempre do Clube, totalizando 204 golos marcados em 220 jogos oficiais, e voltou a ser decisivo na Final do último Campeonato de Portugal em 1937/38, ao marcar dois dos três golos com que o Sporting derrotou o Benfica.Ficou também para a história como o primeiro melhor marcador do Campeonato da Liga, em 1934/35, época em que marcou 14 golos.Repetiu a proeza em 1936/37 ao apontar 24 golos.Ao longo das doze temporadas que jogou no Sporting, ganhou um Campeonato Nacional, três Campeonatos de Portugal, uma Taça de Portugal e nove Campeonatos de Lisboa, integrando a linha avançada que antecedeu os Cinco Violinos, ao lado de Mourão, Pireza, Peyroteo e João Cruz.Representou por 12 vezes a Selecção Nacional, ao serviço da qual marcou 5 golos.Mais tarde, encaminhou para o Sporting o seu sobrinho Manuel Vasques, que viria a ser um dos Cinco Violinos.

Faleceu em Fevereiro de 1977."

quarta-feira, 23 de março de 2011

REVOLTA DOS BOXERS


Em 1894-95, decorreu a guerra sino-japonesa, que se saldou por um triunfo claro dos nipónicos e o início da sua superioridade na região, traduzida na ocupação de territórios chineses, como a ilha Formosa (hoje Taiwan) ou a Manchúria (anexada em 1932-33). A península da Coreia, na sequência deste conflito entre os dois gigantes asiáticos, conquistará também a independência face à China. Internamente, instala-se a confusão política no país e a instalação sucessiva e respetiva exploração económica por parte das potências ocidentais. Alguns setores da sociedade chinesa, nomeadamente o imperador, empreendem então tentativas de reverter a situação para um plano mais favorável à China. Surgem assim os Cem Dias de Reforma em 1898, baseados em ideais de mudança aliados à tradição confucionista chinesa. Todavia, algumas personalidades e grupos conservadores desdenham estes ventos reformadores. De facto, estas reformas caíram logo no envolvimento da rivalidade política da corte e das querelas entre o Imperador e a Imperatriz viúva, para além do antagonismo entre Chineses e Manchus. Éditos vários se sucedem. A imperatriz subleva-se. Faltam as reformas. A China regressa aos velhos métodos. Em 19 de junho de 1900, dá-se a revolta dos Boxers (apelido dos membros da "Sociedade dos Punhos Harmoniosos", grupo secreto nacionalista chinês), movimento de carácter xenófobo e tradicionalista, contra a presença e domínio estrangeiro na China. Assassinam-se missionários e convertidos, um ministro alemão e é posto cerco às legações estrangeiras em Pequim. Em agosto, os ocidentais reagem com tropas: libertam as embaixadas e saqueiam Pequim. A rebelião estende-se a outras províncias (Shensi, Manchúria), mas os Boxers não resistem: o levantamento foi suprimido por uma intervenção militar estrangeira que proporcionou o único caso na História em que todas as grandes potências atuaram sob o mesmo comando - o alemão, no caso. Em 1901, assina-se o "Protocolo de Pequim", mediante o qual se outorga, por parte do governo chinês, uma forte indemnização económica aos europeus afetados, a ser cobrada nas alfândegas que passam então a ser administradas por estrangeiros, e se permite a presença de destacamentos militares de proteção aos seus cidadãos e interesses.O malogro desta revolta representou uma grande humilhação em termos exteriores para a China, bem como entre o povo.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

1291 - Nascimento do rei português D. Afonso IV


A 8 de Fevereiro de 1291, nasce, em Lisboa, D. Afonso IV, rei da primeira dinastia portuguesa.
Faleceu a 08 de Maio 1357


Sétimo rei de Portugal.


Filho de D. Dinis a de D. Isabel.
Ainda infante lançou o reino na guerra civil devido a favores que D. Dinis concedia ao filho bastardo Afonso Sanches. Proclamado rei (1325), reúne cortes em Évora, condena o seu irmão ao desterro e à perda total dos seus haveres. Afonso Sanches invade Portugal, tendo a paz sido alcançada devido, em parte, à mediação de D. Isabel.
Os maus tratos infligidos pelo rei de Castela, Afonso XI, a sua esposa D. Maria, filha de Afonso IV, e o facto de D. Constança, esposa de D. Pedro ter sido retida em Castela, levaram o monarca português a sustentar uma guerra contra o seu genro. A guerra durou quatro anos tendo terminado com a paz de Sevilha (10 de Julho de 1339 ou 1340) graças à mediação da «fermosíssima Maria», enviada a Portugal por Afonso XI, quando os Mouros retomavam a ofensiva.
Os dois monarcas combateram então na batalha do Salado (30 de Outubro de 1340), assinalando-se a valentia do rei português.
No final do reinado deu-se o assassinato de Inês de Castro (1355) e a subsequente rebelião de D. Pedro. Afonso IV impulsionou a marinha datando possivelmente do seu reinado as primeiras viagens às Canárias (ca. 1345).

Ficha genealógica:
D. Afonso IV, nasceu em Lisboa a 8 de Fevereiro de 1291; morreu na mesma cidade a 8 de Maio de 1357. Casou a 12 de Setembro de 1309 com D. Brites ou Beatriz, que nasceu em Toro em 1293 e morreu em Lisboa a 25 de Outubro de 1359, filha de Sancho IV e D. Maria Molina, reis de Castela. Tiveram a seguinte descendência:


1. D. Maria, nasceu em 1313, e casou em 1328 com D. Afonso XI, rei de Castela; morreu em Évora em 1357, estando sepultada na Capela dos Reis da Catedral de Sevilha;


2. D. Afonso, nasceu em Penela, em 1315, e morreu de tenra idade, sendo sepultado no Mosteiro de S. Domingos de Santarém;


3. D. Dinis, nasceu em Santarém em 1317; morreu no ano seguinte, ficando sepultado no Mosteiro de Alcobaça;


4. D. Pedro, que herdou a coroa;


5. D. Isabel, nasceu em 21 de Dezembro de 1324, morreu em 11 de Julho de 1326, ficando sepultada no Mosteiro de Santa Clara de Coimbra;


6. D. João, nasceu em 23 de Setembro de 1326, e morreu em 21 de Junho de 1327, ficando sepultado no Mosteiro de Odivelas;


7. D. Leonor, nasceu em 1328, foi rainha de Aragão pelo seu casamento, em 1347, com Pedro IV, o Cerimonioso, morreu em Exerica em 1348.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

SANSÃO E DALILA


Sansão, cujo nome significava "homem do sol", era um nazareno dotado de extraordinária força. Era um dos juízes bíblicos cuja história está descrita no Livro dos Juízes (13-16) e no Novo Testamento (Hebreus 11,32). Conta-se que Deus terá chamado Sansão para libertar o povo de Israel que vivia dominado pelo Filisteus. Estes, que tinham um medo enorme da força do nazareno, tentavam sem sucesso prender Sansão. Os governantes filisteus, sabendo da paixão de Sansão pela finisteia Dalila, aliciaram a jovem, com 1100 moedas de prata, a descobrir a origem da força invencível de Sansão. Dalila amava Sansão, mas este amor era inferior ao que sentia pelo seu povo. Com o seu grande poder de sedução, Dalila tentou não só desvendar de Sansão o segredo da sua força, como também arranjar uma forma para que ele fosse dominado pelos finisteus. Primeiramente, Sansão disse-lhe que ficaria vulnerável como qualquer outro homem, se o amarrassem com sete fibras novas de arco que não tivessem sido secas. Dalila atou Sansão com as sete fibras, durante o sono mas, quando os Filisteus chegaram para o levar, ele arrancou as fibras sem dificuldade. À segunda tentativa de Dalila, Sansão disse-lhe que seria, facilmente, dominado se fosse amarrado por cordas novas, mas também destas se libertou, sem custo, quando chegaram os Filisteus. A terceira versão de Sansão foi tão falsa como as duas anteriores, pois quando Dalila teceu as sete madeixas do cabelo de Sansão com uma rede e as apertou com um gancho, durante o sono de Sansão, este voltou a libertar-se facilmente. Foi então que Dalila (não se sabe através de que artes) conseguiu saber o segredo da força de Sansão. Este disse-lhe que, se os seus cabelos fossem cortados, a sua força abandoná-lo-ia e ficaria fraco como uma criança. Sansão adormeceu no colo de Dalila e esta, suavemente, cortou-lhe os caracóis dos cabelos. Acordado pela chegada dos Filisteus, Sansão acreditava ainda ter força, mas foi rapidamente dominado pelos soldados, que lhe perfuraram os olhos e o prenderam com algemas de bronze. Sansão foi exposto e humilhado, publicamente, no caminho do templo de Dagôn, onde foi amarrado aos dois pilares que sustentavam o enorme edifício. A população juntou-se aos milhares para ver a derrota de Sansão e este, num último esforço, pediu a Deus que lhe devolvesse a força, por instantes. Foi, então, que Sansão, heroicamente, fez ruir os pilares, causando a destruição do templo e, consequentemente, a morte dos Filisteus, de Dalila e do próprio Sansão.

terça-feira, 1 de junho de 2010

DIA MUNDIAL DA CRIANÇA


Este "post"... hoje é dedicado a todas as crianças... Isto é para ti.


Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o Dia Mundial da Criança não é só uma festa onde se dão presentes às crianças.
É um dia em que se pensa nas centenas de crianças que continuam a sofrer de maus tratos, doenças, fome e discriminações (discriminação significa ser-se posto de lado por ser diferente).
Sabias que o primeiro Dia Mundial da Criança foi em 1950?
Tudo começou logo depois da 2ª Guerra Mundial, em 1945.Muitos países da Europa, do Médio Oriente e a China entraram em crise, ou seja, não tinham boas condições de vida.
As crianças desses países viviam muito mal porque não havia comida e os pais estavam mais preocupados em voltar à sua vida normal do que com a educação dos filhos. Alguns nem pais tinham!
Como não tinham dinheiro, muitos pais tiravam os filhos da escola e punham-nos a trabalhar, às vezes durante muitas horas e a fazer coisas muito duras.
Sabias que mais de metade das crianças da Europa não sabia ler nem escrever? E também viviam em péssimas condições para a sua saúde.
Em 1946, um grupo de países da ONU (Organização das Nações Unidas) começou a tentar resolver o problema. Foi assim que nasceu a UNICEF.
Mesmo assim, era difícil trabalhar para as crianças, uma vez que nem todos os países do mundo estavam interessados nos direitos da criança.
Foi então que, em 1950, a Federação Democrática Internacional das Mulheres propôs às Nações Unidas que se criasse um dia dedicado às crianças de todo o mundo.
Este dia foi comemorado pela primeira vez logo a 1 de Junho desse ano!
Com a criação deste dia, os estados-membros das Nações Unidas, reconheceram às crianças, independentemente da raça, cor, sexo, religião e origem nacional ou social o direito a:- afecto, amor e compreensão;- alimentação adequada;- cuidados médicos;- educação gratuita;- protecção contra todas as formas de exploração;- crescer num clima de Paz e Fraternidade universais.
Sabias que em só nove anos depois, em 1959 é que estes direitos das crianças passaram para o papel?
A 20 de Novembro desse ano, várias dezenas de países que fazem parte da ONU aprovaram a "Declaração dos Direitos da Criança".Trata-se de uma lista de 10 princípios que, se forem cumpridos em todo o lado, podem fazer com que todas crianças do mundo tenham uma vida digna e feliz.
Claro que os Dia Mundial da Criança foi muito importante para os direitos das crianças, mas mesmo assim nem sempre são cumpridos.
Então, quando a "Declaração" fez 30 anos, em 1989, a ONU também aprovou a "Convenção sobre os Direitos da Criança", que é um documento muito completo (e comprido) com um conjunto de leis para protecção dos mais pequenos (tem 54 artigos!).
Esta declaração é tão importante que em 1990 se tornou lei internacional!


OS TEUS DIREITOS


Em 1959 a ONU (Organização das Nações Unidas) escreveu e aprovou a "Declaração dos Direitos da Criança".
Esta declaração é composta por 10 artigos, muito simples, que dizem respeitos ao que podes fazer e ao que as pessoas responsáveis por ti devem fazer para que sejas feliz, saudável e te sintas seguro.(É claro que tu também tens responsabilidades para com as outras crianças e para com os adultos para que também eles gozem dos seus direitos.)
Vamos conhecer os 10 princípios da "Declaração..."?


Princípio 1ºToda criança será beneficiada por estes direitos, sem nenhuma discriminação de raça, cor, sexo, língua, religião, país de origem, classe social ou situação económica. Toda e qualquer criança do mundo deve ter seus direitos respeitados!


Princípio 2ºTodas as crianças têm direito a protecção especial e a todas as facilidades e oportunidades para se desenvolver plenamente, com liberdade e dignidade. As leis deverão ter em conta os melhores interesses da criança.


Princípio 3ºDesde o dia em que nasce, toda a criança tem direito a um nome e uma nacionalidade, ou seja, ser cidadão de um país.


Princípio 4ºAs crianças têm direito a crescer e criar-se com saúde. Para isso, as futuras mães também têm direito a cuidados especiais, para que seus filhos possam nascer saudáveis. Todas as crianças têm também direito a alimentação, habitação, recreação e assistência médica.


Princípio 5ºCrianças com deficiência física ou mental devem receber educação e cuidados especiais exigidos pela sua condição particular. Porque elas merecem respeito como qualquer criança.


Princípio 6ºToda a criança deve crescer num ambiente de amor, segurança e compreensão. As crianças devem ser criadas sob o cuidado dos pais, e as mais pequenas jamais deverão separar-se da mãe, a menos que seja necessário (para bem da criança). O governo e a sociedade têm a obrigação de fornecer cuidados especiais para as crianças que não têm família nem dinheiro para viver decentemente.


Princípio 7ºToda a criança tem direito a receber educação primária gratuita, e também de qualidade, para que possa ter oportunidades iguais para desenvolver as suas habilidades.E como brincar também é uma boa maneira de aprender, as crianças também têm todo o direito de brincar e de se divertir!


Princípio 8ºSeja numa emergência ou acidente, ou em qualquer outro caso, a criança deverá ser a primeira a receber protecção e socorro dos adultos.


Princípio 9ºNenhuma criança deverá sofrer por negligência (maus cuidados ou falta deles) dos responsáveis ou do governo, nem por crueldade e exploração. Não será nunca objecto de tráfico (tirada dos pais e vendida e comprada por outras pessoas).Nenhuma criança deverá trabalhar antes da idade mínima, nem deverá ser obrigada a fazer actividades que prejudiquem sua saúde, educação e desenvolvimento.


Princípio 10ºA criança deverá ser protegida contra qualquer tipo de preconceito, seja de raça, religião ou posição social. Toda criança deverá crescer num ambiente de compreensão, tolerância e amizade, de paz e de fraternidade universal.


Se tudo isto for cumprido, no futuro as crianças poderão viver em sociedade como bons adultos e contribuir para que outras crianças também vivam felizes!

sexta-feira, 12 de março de 2010

1514 - Entrada solene em Roma da embaixada enviada por D. Manuel I ao Papa Leão X.


A 12 de Março de 1514, chega a Roma uma faustosa embaixada enviada ao papa Leão X pelo rei D. Manuel I de Portugal. Entre os muitos animais exóticos que acompanhavam a embaixada, ia um elefante carregado com uma arca de ouro.


BOM FIM DE SEMANA

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

HISTÓRIA DO CARNAVAL


Como vamos entrar no fim-de-semana do Carnaval, deixo aqui a história dessa festividade.
O Carnaval é um conjunto de festividades populares que ocorrem em diversos países e regiões católicas nos dias que antecedem o início da Quaresma, principalmente do domingo da Quinquagésima à chamada terça-feira gorda.Os historiadores têm demonstrado que a maioria das festas populares teve a sua origem em ciclos da natureza, nomeadamente na sucessão das estações do ano. Muitos vêm nas festividades egípcias homenageando a deusa Isis e o Touro Apis e nas festas Lupercais e Saturnais celebradas pelos gregos no início da primavera, a origem do carnaval. No entanto, já dez mil anos antes de Cristo, homens, mulheres e crianças se reuniam no verão, com os rostos mascarados e os corpos pintados, para espantar os demónios da má colheita. O termo Carnaval é de origem incerta, embora seja encontrado já no latim medieval, como carnem levare ou carnelevarium, significando a véspera da quarta-feira de cinzas, isto é, a hora em que começava a abstinência da carne durante os quarenta dias nos quais, no passado, os católicos eram proibidos pela igreja de comer carne.Em Portugal, na Idade Média, as procissões do Corpo de Deus eram seguidas de carroças enfeitadas e homens do povo mascarados, vestidos com indumentárias próprias dos nobres e do clero que lhe estavam proibidas no resto do ano. Pensa-se que a parte profana destas procissões, ao ser levada para o Brasil, estive na origem dos corsos carnavalescos.
É de lembrar que também no domingo 14/02/2010 celebra-se o dia de S. valentim ou Dia dos Namorados, não se esqueça de oferecer um presente à sua cara metade...
BOM FIM-DE-SEMANA

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

NELSON MANDELA


No dia 11 de Fevereiro de 1990 Nelson Mandela saiu da prisão de Victor Verster, depois de 27 anos encarcerado. Mas a cadeia que fica para a história não é aquela em que passou apenas três anos. É a de Robben Island, onde chegou em 1962 com uma condenação de cinco anos, transformada em sentença perpétua dois anos mais tarde. Nessa altura Mandela estava longe de imaginar que a ilha e a prisão de máxima segurança onde viveu 24 anos em cativeiro se transformariam em local turístico, a "Cinderela" das prisões.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A fonte de Manneke Pís


Um importante cidadão de Bruxelas, atormentado porque o seu filho se perdera, prometeu oferecer à cidade uma estátua de bronze representando a criança caso esta fosse encontrada. Cumpriu a palavra, e a estátua e a fonte converteram-se num símbolo de Bruxelas desde 1648. Os turistas que experimentem uma certa estranheza ao contemplarem a estátua deverão saber que a promessa incluia uma condição: a estátua representaria o manneke (rapazinho) exactamente como ele fosse visto ao ser encontrado. E, quando foi encontrada, a criança «fazia chichi».

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

MARTIM MONIZ


1147 - Martim Moniz morre entalado numa das portas do Castelo de Lisboa


Em 1147, D. Afonso Henriques, ajudado por cruzados que se dirigiam para a Terra Santa, enceta um cerco ao Castelo de Lisboa, com o intuito de conquistar esta fortificação aos mouros. Durante uma das investidas, concretizada a 21 de Outubro de 1147, teria existido um tal Martim Moniz que se deixou entalar numa das portas do castelo para permitir a entrada dos sitiantes. Os historiadores não podem comprovar a existência real desta personagem em virtude de não haver qualquer documento da época que a ela faça referência. Citam-na, no entanto, como figura lendária da história de Portugal
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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

CONFÚCIO

"Exige muito de ti e espera pouco dos outros. Assim, evitarás muitos aborrecimentos."

Confúcio (em chinês: 孔夫子, pinyin: Kǒngzǐ) (551 a.C. - 479 a.C.) é o nome latino do pensador chinês Kung-Fu-Tse. Foi a figura histórica mais conhecida na China como mestre, filósofo e teórico político. A sua doutrina, o confucionismo, teve uma forte influência não apenas sobre a China mas também sobre toda a Ásia oriental.
Conhece-se muito pouco da sua vida. Parece que os seus antepassados foram de linhagem nobre, mas o filósofo e moralista viveu pobre, e desde a infância teve de ser mestre de si mesmo. Na sua época, a China estava praticamente dividida em reinos feudais cujos senhores dependiam muito pouco do rei.



quinta-feira, 10 de setembro de 2009

COCA-COLA E A EVOLUÇÃO DA SUA GARRAFA



No início era um xarope de cor castanha, relativamente inofensivo, vendia-se apenas nas farmácias. Claro que estou a referir-me à Coca-Cola, o refrigerante mais célebre de todos os tempos. As razões desse sucesso não foram certamente as propriedades miraculosas do xarope, que depressa deixou as prateleiras das farmácias, mas sim diversas campanhas de marketing extremamente bem feitas, acompanhadas de alguns golpes de sorte. Um deles foi a feliz associação à imagem do Pai Natal (Papai Noel); o outro foi design genial da sua garrafa.

Enquanto o negócio do xarope não se expandiu utilizavam-se garrafas convencionais, lisas, com uma rolha e um rótulo de papel que identificava o produto. Com a transformação numa bebida gaseificada surgiu o problema de a conservar sem perder o gás e a solução encontrada foi uma tampa metálica revestida a borracha com um original sistema de vedação, o sistema Hutchinson. Mas este processo de vedação não durou muito, pois não tardou a generalizar-se a carica metálica e o gargalo em forma de coroa.

A empresa passou então a utilizar este tipo de recipientes, na altura inovador, mas ainda produzido de uma forma artesanal. Cada garrafa era feita à mão, soprada por um operário vidreiro e, por esse motivo, não havia duas rigorosamente iguais. Mesmo assim, já ostentavam o logo da marca gravado no vidro, na carica ou apenas no rótulo. O grande salto ocorreu em 1915 com o lançamento de um concurso público de design para uma garrafa exclusiva. A partir daqui a história é conhecida e, com a introdução de pequenas variações e ajustes, o famoso recipiente atravessou todo o século XX até aos dias de hoje mantendo a sua forma original promovida ao estatuto de ícone.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

TRATADO DE ALCÁÇOVAS


A 4 de Setembro de 1479, é assinado, em Alcáçovas, entre Afonso V de Portugal e os Reis Católicos Isabel de Castela e Fernando de Aragão, um tratado pondo fim à Guerra de sucessão de Castela (1479-1480). O Tratado continha, também, cláusulas sobre o domínio do Oceano Atlântico por ambos os países.
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BOM FIM DE SEMANA


quarta-feira, 26 de agosto de 2009

TAJ MAHAL








Umas das 7 maravilhas do mundo, praticamente todos já o viram em inúmeras fotografias, mas o que poucos sabem, é a história que está por detrás deste inigualável monumento. O Taj Mahal, é não mais do que uma ode ao amor e representa toda a eloquência que este sentimento pode ser. Durante séculos, o Taj Mahal inspirou poetas, pintores e músicos que tentaram capturar a sua magia em palavras, cores e música. Viajantes cruzaram continentes inteiros para ver esta esplendorosa beleza, sendo poucos os que lhe ficaram indiferentes.
Como todas as histórias, esta também começa da mesma maneira... Era uma vez um príncipe chamado Kurram que se enamorou por uma princesa aos 15 anos de idade. Reza a história que se cruzaram acidentalmente mas seus destinos ficaram unidos para todo o sempre. Após uma espera de 5 anos, durante os quais não se puderam ver uma única vez, a cerimónia do casamento teve lugar do ano de 1612, na qual o imperador a rebaptizou de Mumtaz Mahal ou "A eleita do palácio". O Príncipe, foi coroado em 1628 com o nome Shah Jahan, "O Rei do mundo" e governou em paz.
Quis o destino que Mumtaz não fosse rainha por muito tempo. Ao dar à luz o 14º filho de Shah Jahan, morreu aos 39 anos em 1631. O Imperador ficou tremendamente desgostoso e inconsolável e, segundo crónicas posteriores, toda a corte chorou a morte da rainha durante 2 anos. Durante esse período, não houve musica, festas ou celebrações de espécie alguma em todo o reino.
Shah Jahan ordenou então que fosse construído um monumento sem igual, para que o mundo jamais pudesse esquecer. Não se sabe ao certo quem foi o arquitecto, mas reuniram-se em Agra as maiores riquezas do mundo. O mármore fino e branco das pedreiras locais, Jade e cristal da China, Turquesa do Tibet, Lapis Lazulis do Afeganistão, Ágatas do Yemen, Safiras do Ceilão, Ametistas da Pérsia, Corais da Arábia Saudita, Quartzo dos Himalaias, Ambar do Oceano Índico.
Surge assim o Taj Mahal. O seu nome é uma variação curta de Mumtaz Mahal.. O nome da mulher cuja memória preserva. O nome "Taj", é de origem Persa, que significa Coroa. "Mahal" é arábico e significa lugar. Devidamente enquadrado num jardim simétrico, tipicamente muçulmano, dividido em quadrados iguais cruzado por um canal ladeado de ciprestes onde se reflecte a sua imagem mais imponente. Por dentro, o mausoléu é também impressionante e deslumbrante. Na penumbra, a câmara mortuária está rodeada por finas paredes de mármore incrustado com pedras preciosas que forma uma cortina de milhares de cores. A sonoridade do interior, amplo e elevado é triste e misterioso, como um eco que soa e ressoa sem nunca se deter.
Sobre o edifício surge uma cúpula esplendorosa, que é a coroa do Taj Mahal. Esta é rodeada por quatro cúpulas mais pequenas, e nos extremos da plataforma sobressaem quatro torres que foram construídas com uma pequena inclinação, para que em caso de desabamento, nunca caiam sobre o edifício principal.
Os arabescos exteriores são desenhos muçulmanos de pedras semi preciosas incrustadas no mármore branco, segundo uma técnica Italiana utilizada pelos artesãos hindus. Estas incrustações eram feitas com tamanha precisão que as juntas somente se distinguem à lupa. Uma flor de apenas sete centímetros quadrados, pode ter até 60 incrustações distintas. O rendilhado das janelas foi trabalhado a partir de blocos de mármore maciço.
Diz-se que o imperador Shah Jahan queria construir também o seu próprio mausoléu. Este seria do outro lado do rio. Muito mais deslumbrante, muito mais caro, todo em mármore preto, que seria posteriormente unido com o Taj Mahal através de uma ponte de ouro. Tal empreendimento nunca chegou a ser levado a cabo. Após perder o poder, o imperador foi encarcerado no seu palácio e, a partir dos seus alojamentos, contemplou a sua grande obra até à morte. O Taj Mahal foi, por fim, o refúgio eterno de Shah Jahan e Mumtaz Mahal. Posteriormente, o imperador foi sepultado ao lado da sua esposa, sendo esta a única quebra na perfeita simetria de todo o complexo do Taj Mahal.
Após quase quatro séculos, milhões de visitantes continuam a reter a sua aura romântica... o Taj Mahal, será para todo o sempre um lágrima solitária no tempo.