terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

1291 - Nascimento do rei português D. Afonso IV


A 8 de Fevereiro de 1291, nasce, em Lisboa, D. Afonso IV, rei da primeira dinastia portuguesa.
Faleceu a 08 de Maio 1357


Sétimo rei de Portugal.


Filho de D. Dinis a de D. Isabel.
Ainda infante lançou o reino na guerra civil devido a favores que D. Dinis concedia ao filho bastardo Afonso Sanches. Proclamado rei (1325), reúne cortes em Évora, condena o seu irmão ao desterro e à perda total dos seus haveres. Afonso Sanches invade Portugal, tendo a paz sido alcançada devido, em parte, à mediação de D. Isabel.
Os maus tratos infligidos pelo rei de Castela, Afonso XI, a sua esposa D. Maria, filha de Afonso IV, e o facto de D. Constança, esposa de D. Pedro ter sido retida em Castela, levaram o monarca português a sustentar uma guerra contra o seu genro. A guerra durou quatro anos tendo terminado com a paz de Sevilha (10 de Julho de 1339 ou 1340) graças à mediação da «fermosíssima Maria», enviada a Portugal por Afonso XI, quando os Mouros retomavam a ofensiva.
Os dois monarcas combateram então na batalha do Salado (30 de Outubro de 1340), assinalando-se a valentia do rei português.
No final do reinado deu-se o assassinato de Inês de Castro (1355) e a subsequente rebelião de D. Pedro. Afonso IV impulsionou a marinha datando possivelmente do seu reinado as primeiras viagens às Canárias (ca. 1345).

Ficha genealógica:
D. Afonso IV, nasceu em Lisboa a 8 de Fevereiro de 1291; morreu na mesma cidade a 8 de Maio de 1357. Casou a 12 de Setembro de 1309 com D. Brites ou Beatriz, que nasceu em Toro em 1293 e morreu em Lisboa a 25 de Outubro de 1359, filha de Sancho IV e D. Maria Molina, reis de Castela. Tiveram a seguinte descendência:


1. D. Maria, nasceu em 1313, e casou em 1328 com D. Afonso XI, rei de Castela; morreu em Évora em 1357, estando sepultada na Capela dos Reis da Catedral de Sevilha;


2. D. Afonso, nasceu em Penela, em 1315, e morreu de tenra idade, sendo sepultado no Mosteiro de S. Domingos de Santarém;


3. D. Dinis, nasceu em Santarém em 1317; morreu no ano seguinte, ficando sepultado no Mosteiro de Alcobaça;


4. D. Pedro, que herdou a coroa;


5. D. Isabel, nasceu em 21 de Dezembro de 1324, morreu em 11 de Julho de 1326, ficando sepultada no Mosteiro de Santa Clara de Coimbra;


6. D. João, nasceu em 23 de Setembro de 1326, e morreu em 21 de Junho de 1327, ficando sepultado no Mosteiro de Odivelas;


7. D. Leonor, nasceu em 1328, foi rainha de Aragão pelo seu casamento, em 1347, com Pedro IV, o Cerimonioso, morreu em Exerica em 1348.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

MULHERES FAMOSAS



A FERREIRINHA

Antónia Adelaide Ferreira(1811-1896)


Antónia Adelaide Ferreira, empresária vinhateira portuguesa, nasceu em 1811. Ficou famosa por se ter dedicado ao cultivo do vinho do Porto e introduzindo notáveis inovações. Nasceu numa família abastada do Norte com créditos no cultivo da vinha para vinho do Porto. O pai, José Bernardo Ferreira casou-a com um primo, mas este não se interessou pela cultura da família e delapidou alegremente parte da fortuna. Adelaide teve dois filhos e quando ficou viúva com 33 anos despertou nela a sua verdadeira vocação de empresária. Sabe-se que a "Ferreirinha", como era carinhosamente conhecida, se preocupava com as famílias dos trabalhadores das suas terras e adegas. Com o apoio do administrador José da Silva Torres, mais tarde seu segundo marido, Adelaide Ferreira lutou contra a falta de apoios dos sucessivos governos, mais interessados em construir estradas e comprar vinhos a Espanha. Lutou contra a doença da vinha, a filoxera e deslocou-se a Inglaterra para se informar de meios mais modernos de combate à moléstia, bem como processos mais sofisticados de produção do vinho. A "Ferreirinha" investiu em novas plantações de vinhas em zonas mais expostas ao Sol, não descurando as plantações de oliveiras, amendoeiras e cereais. A Quinta do Vesúvio, a mais famosa das suas propriedades era por ela percorrida e vigiada de perto. Em 1849 a produção vinícola era já de 700 pipas de vinho. Mercê de bons acordos, grande parte dos vinhos foi exportada para o Reino Unido, ainda hoje o primeiro importador de Vinho do Porto. Quando faleceu, em 1896, deixou uma fortuna considerável e perto de trinta quintas. No Douro para o mundo passou a lenda da sua tenacidade e bondade. A RTP exibiu uma série a ela dedicada, em 2004, da autoria de Francisco Moita Flores.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

OS DEZ QUADROS MAIS VALIOSOS DE SEMPRE (Nº 7)


Número 7:

Iris, de Vincent Van Gogh. Iris foi pintado apenas um ano antes da morte de Van Gogh em 1890. Nesta altura, já estava internado num asilo em Saint-Rémy-de-Provence, França. Chamou-lhe o “pára-raios da minha doença”, pois acreditava que continuando a pintar evitaria ficar doente. As influências japonesas estão muito presentes na obra. Uma pincelada de luz e cor que contrastava com a sua saúde. Foi vendida em 1987 na Sotheby's de Nova Iorque por 53, 9 milhões de dólares (102, 3 milhões ao valor actual do dólar).

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

PARABÉNS VITINHO!

Para quem não sabe o Vitinho foi um desenho animado de grande sucesso no nosso País, cujas transmissões duraram entre os anos de 1986 e 1997.

A transmissão diária na televisão de "Boa noite, Vitinho!", sempre em horário nobre, atribuiu-lhe picos de audiência e uma admiração consensual: não só por parte das crianças, mas também por pessoas de todas as idades.
Faz 25 anos

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

FRASE DO DIA


Carlos Bernardo González Pecotche

(Raumsol)


"Como as montanhas, o homem guarda dentro de si riquezas ignoradas, que haverá de descobrir e utilizar se quiser alcançar os elevados fins destinados à sua existência."

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

OS DEZ QUADROS MAIS VALIOSOS DE SEMPRE (Nº 8)


Número 8:

Dora Maar com gato, de Pablo Picasso( )Dora Maar, amante de Picasso, numa cadeira com um pequeno gato sobre os ombros, foi pintado em 1941, durante a invasão nazi em França. Este foi um dos muitos retratos que o artista lhe dedicou. Com 29 anos de idade (menos 26 que Picasso), Dora esteve com ele por mais de uma década. Os detalhes e as cores vibrantes dominam a tela. Ao contrário de Van Gogh, a sua arte foi reconhecida e prestigiada ainda em vida. Juntamente com ele, faz parte do grupo de pintores mais caros dos últimos anos.Este quadro foi vendido em 2006 na Sotheby's de Nova Iorque por 95, 2 milhões de dólares (101,8 milhões ao valor actual do dólar) à família Gidwitz.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

ZERO


"O algarismo zero tem tanta importância na formação dos números, como as nulidades na formação da sociedade."

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

1756 - Wolfgang Amadeus Mozart


A 27 de Janeiro de 1756, nasce, em Salzburgo, o compositor Austríaco Johann Chrysostom Wolfgang Amadeus Mozart.


Faleceu a 5 de Dezembro de 1791


Austríaco, menino prodígio, foi um dos génios da música de sempre. Deixou várias óperas e quarenta sinfonias. Mozart morreu com apenas 35 anos e, inexplicavelmente, ao seu funeral compareceu meia dúzia de pessoas. Estava um dia de tempestade. Doente, compôs até ao fim. Terá dito:

"Deixem-me ouvir, uma vez mais, esses sons que foram, durante tanto tempo, a minha consolação e alegria"

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

OS DEZ QUADROS MAIS VALIOSOS DE SEMPRE (Nº 9)


Número 9


Retrato do artista sem barba, de Vincent Van GoghOs auto-retratos sempre foram uma constante de Van Gogh. Existem inúmeros quadros imortalizados pelo artista com a sua imagem. Este data de finais de Setembro de 1889 e foi pintado logo após ter feito a barba. Nesse mesmo ano, cortou parte da orelha numa das suas manifestações de grave depressão, que o levaria a suicidar-se mais tarde. Em vida apenas vendeu um quadro, mas actualmente as suas obras estão entre as mais procuradas e valiosas de sempre. O “retrato do artista sem barba” foi vendido na Christie's, em Nova York por 71,5 milhões de dólares (94,6 milhões ao valor actual do dólar) em 1998.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

As Memórias Procriam como se Fossem Pessoas Vivas


Há pequenas impressões finas como um cabelo e que, uma vez desfeitas na nossa mente, não sabemos aonde elas nos podem levar. Hibernam, por assim dizer, nalgum circuito da memória e um dia saltam para fora, como se acabassem de ser recebidos. Só que, por efeito desse período de gestação profunda, alimentada ao calor do sangue e das aquisições da experiência temperada de cálcio e de ferro e de nitratos, elas aparecem já no estado adulto e prontas a procriar. Porque as memórias procriam como se fossem pessoas vivas.


Agustina Bessa-Luís, in 'Antes do Degelo'