sexta-feira, 7 de maio de 2010

DINHEIRO


Há muitas coisas mais importantes que o dinheiro, mas são caríssimas!...

BOM FIM DE SEMANA

quinta-feira, 6 de maio de 2010

ANIVERSÁRIO DE SIGMUND FREUD


A 6 de Maio de 1856, nasce, em Freiberg, Sigmund Freud, psiquiatra austríaco criador da psicanálise.



Faleceu a 23 de Setembro de 1939



quarta-feira, 5 de maio de 2010

O ELIXIR DO PRAZER


Que é, pois, o que se opera na alma, quando se deleita mais com as coisas encontradas ou reavidas que estima, do que se as possuísse sempre? Há, na verdade, muitos outros exemplos que o afirmam. Abundam os testemunhos que nos gritam: -«É assim mesmo!». Triunfa o general vitorioso. Mas não teria alcançado a vitória se não tivesse pelejado e quanto mais grave foi o perigo no combate, tanto maior é o gozo no triunfo. A tempestade arremessa os marinheiros, ameaçando-os com o naufrágio: todos empalidecem com a morte iminente. Mas tranquilizam-se o céu e o mar, e todos exultam muito, porque muito temeram. Está doente um amigo e o seu pulso acusa perigo. Todos os que o desejam ver curado sentem-se simultaneamente doentes na alma. Melhora. Ainda não recuperou as forças antigas e já reina tal júbilo qual não existia antes, quando se achava são e forte.
Até os próprios prazeres da vida humana não se apossam do coração do homem só por desgraças inesperadas e fortuitas, mas por moléstias previstas e voluntariamente procuradas. Não há prazer nenhum no comer e beber, se o incómodo da fome e da sede o não precede. Por isso, os ébrios costumam tomar certos alimentos salgados, para que se lhes torne molesta a sede ardente que se há-de transformar em prazer, quando acalmada pela bebida. Está estabelecido que não se entregam imediatamente aos maridos as esposas prometidas, para que o esposo, no caso de nunca haver suspirado pela esposa, não a venha a ter como coisa desprezível.


Santo Agostinho, in 'Confissões'

terça-feira, 4 de maio de 2010

PINTURA COM ESPÁTULA

Leonid Afremov é um pintor moderno que se caracteriza fortemente pela pintura de alto contraste, contraposição de cores e técnica de pintura a óleo com espátula. Nasceu em 1955 na Bielorrússia e mais tarde estabeleceu-se em Israel. Graduou-se em arte na Fundação Vitebsk Art School, fundada por Marc Chagall em 1921, por onde também passaram Malevich e Kandinsky. Atualmente Afremov reside na Flórida.

A sua pintura é marcante e apesar de grosseira na técnica é delicada na sua forma resultante. Nos seus quadros cria apenas uma visão básica da imagem – que de facto é uma característica da técnica em espátula. Dessa forma pode ser visto o tamanho dos traçados, que separadamente são uniformes, mas que vistos como um todo, um ao lado do outro, formam uma imagem concisa. Alguns pontos dos seus quadros podem remeter-nos à pintura pacífica e quase “desfocada” do
Impressionismo.










segunda-feira, 3 de maio de 2010

ANDY MCKEE - GUITARRA

Andy McKee é tido por muitos críticos e guitarristas como o mais promissor guitarrista fingerstyle a chegar ao mundo da música desde há alguns anos. Nasceu em 1979 em Topeka, no Kansas, e começou a praticar guitarra aos 13 anos quando o pai lhe deu uma guitarra clássica. Em 2003, Andy McKee começou a tocar no estrangeiro com uma tournée em Taiwan com os conhecidos guitarristas Jacques Stotzem, Isato Nakagawa e Misaaki Kishibe. No mesmo ano, ficou em primeiro lugar no concurso "Miscellaneous Accoustic Instrument" no Kansas, no qual tocou a guitarra-harpa. Desde então, tem actuado em várias partes do mundo, como Japão, China, Bélgica, Inglaterra, Canadá e Portugal e tem intensificado a sua actividade nos Estados Unidos da América. Andy McKee diz : "Principalmente, espero que a minha música comunique com as pessoas que a ouvem. Eu não quero apenas tocar com grande qualidade. Espero que ouvir a minha música seja uma experiência emocional."

sexta-feira, 30 de abril de 2010

O VENTO MUDOU

(Versão original)


Oiçam! Oiçam!

O vento mudou, ela não voltou.
As aves partiram, as folhas cairam.
Ela quis viver e o mundo correr.
Prometeu voltar, se o vento mudar.

E o vento mudou e ela não voltou.
Sei que ela mentiu, p'ra sempre fugiu
Vento por favor, traz-me o meu amor.
Vê que eu vou morrer, sem não mais a ter.

Nuvens tenham dó, que eu estou tão só.
Batam-lhe à janela, chorem sobre ela.
E as nuvens choraram e quando voltaram.
Soube que mentira, p'ra sempre fugira.

Nuvens por favor, cubram minha dor.
Já que eu vou morrer, sem não mais a ter.

Oiçam! Oiçam!
Oiçam! Oiçam!


(Versão adaptada pelo grupo UHF)

quinta-feira, 29 de abril de 2010

FALAR


... Ninguém na nossa presença fala da mesma forma que fala na nossa ausência.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

JOSÉ MALHÔA

( O Fado)


A 28 de Abril de 1855, nasce, nas Caldas da Rainha, o pintor português José Vital Branco Malhoa. Entre as suas obras mais emblemáticas. poder-se-á citar a tela O Fado, de 1910.


Faleceu a 26 de Outubro de 1933

terça-feira, 27 de abril de 2010

FRASE DO DIA


(John Ruskin)


"A maior recompensa para o trabalho não é o que se recebe por ele, mas o que alguém se torna através dele."

segunda-feira, 26 de abril de 2010

DIA DA LIBERDADE


Ontem dia 25 de Abril, comemorou-se em Portugal o dia da implantação da Democracia.

No dia 25 de Abril de 1974 o Movimento das Forças Armadas (MFA) derrubou o regime de ditadura que durante 48 anos oprimiu o Povo Português. Nessa madrugada do dia inicial, inteiro e limpo (como poetizou Sophia de Mello Breyner) os militares de Abril foram claros nas suas promessas: terminara a repressão, regressara a Liberdade, vinha aí o fim da guerra e do colonialismo, vinha aí a democracia.

Deixo aqui o 25 de Abril, escrito em 2008 por Carlos Alberto Fial Pereira, que neste momento encontra-se em Moçambique… Um abraço.

ABRIL… 25


Aquela Guerra… Maldita

Que nos transformou em feras

Aos vinte anos…

Acredita,Julguei que eras

Enfim… A Liberdade.

Que tudo teria terminado!

E com a minha puberdade,

Julgando-me eu iluminado,

Pela juventude dos vinte e dois anos,

Comum mortal mas invencível

Esperando o resgate dos Veteranos

Que éramos… Presa apetecível

Para Guerrilheiros inaptos transformados

Em onças sanguinolentas

Naquela selva densa… Cremados.

Não havia lá, ordens mais violentas…

Destruir…

Queimar…

Matar!

Para não ser morto e eu a acreditar.

Que tu, Vinte e cinco de Abril

Me darias a liberdade para meditar

Que aquela Guerra, mesquinha e servil

Não era minha, não querendo mais, lutar!

E depois…

A Fé era tanta…

Continuei a tentar conter as vísceras

Dos colegas esventrados.

Aqui e ali pegando nos membros decepados…

Aqui e ali enterrei Pedaços de Soldados…

E de Ti, Com dualidade de critérios,

Todos diziam que venceras…

Caixões vazios continuaram a encher Cemitérios!

E depois…

A Fé que, já não havia,

A Morte era tanta que faltavam as Tumbas.

Toda a terra, para Vala Comum servia

E os clarins trocaram-se por rumbas

Acompanhando com gáudio a dor…

Dependendo apenas… Da cor.

Data linda.

Esperança

Que, ainda…Não alcança!


Xai-Xai, 2008-04-20


Carlos Alberto Fial Pereira